JUSTIÇA – Defesa de Bolsonaro explica sumiço de armas em meio a renovação de prisão domiciliar e investigações no STF sobre segurança do ex-presidente.

Na última terça-feira, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclarecimentos sobre o paradeiro de duas armas que não foram encontradas pelo Exército. O Batalhão de Polícia do Exército (BPE) havia informado ao STF na segunda-feira que entregou à Polícia Federal (PF) seis das oito armas registradas em nome do ex-presidente. No entanto, uma pistola Glock e uma espingarda permanecem desaparecidas.

Segundo a assessoria jurídica de Bolsonaro, a espingarda em questão está em poder de uma empresa importadora de materiais bélicos localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. De acordo com a defesa, essa arma foi um presente dirigido ao ex-presidente, mas ainda não foi retirada do estabelecimento comercial.

Quanto à pistola Glock, a defesa argumenta que se trata da mesma arma que foi apreendida nas mãos de um segurança do ex-presidente. Essa pistola está atualmente sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. A situação gerou uma série de desdobramentos que culminaram em decisões recentes do ministro Moraes.

Na sexta-feira, Moraes decidiu suspender o porte de armas de Bolsonaro e determinou a apreensão de todos os armamentos registrados em seu nome. Essa ação foi motivada pela repercussão de um incidente envolvendo a apreensão de uma arma de fogo em posse de um dos seguranças pessoais do ex-presidente. Apesar de a Polícia Civil ter afirmado não haver indiciamento contra Bolsonaro e confirmado que as armas estão devidamente registradas, o ministro avaliou que a posse de armamentos contrasta com a condição de prisão do ex-presidente.

Vale destacar que Jair Bolsonaro foi condenado no ano passado a uma pena de 27 anos e três meses de reclusão em um caso que envolve tentativas de subversão democrática. Após ser submetido a uma cirurgia, o ex-presidente teve a autorização para cumprir sua pena em regime de prisão domiciliar. Atualmente, ele se recupera de uma pneumonia bacteriana, situação que também tem impactado sua rotina e os desdobramentos judiciais. Esta conjuntura legal e de saúde tem gerado discussões intensas sobre a segurança pessoal e os direitos constitucionais do ex-presidente.

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