Segundo informações fornecidas pela defesa, uma das armas em questão, uma espingarda, encontra-se em uma empresa especializada na importação de materiais bélicos, localizada em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. A defesa argumentou que a espingarda, na verdade, é um presente recebido por Bolsonaro, mas que até o momento não foi retirada do local.
Quanto à segunda arma, uma pistola Glock, a defesa esclareceu que ela é a mesma que foi apreendida com um dos seguranças do ex-presidente. Atualmente, essa pistola está sob a custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. Essa situação se agrava ainda mais considerando que, na última sexta-feira (3), o ministro Moraes determinou a suspensão do porte de armas de Bolsonaro e a apreensão de todas as armas registradas em seu nome. Essa decisão foi motivada pela repercussão em torno da apreensão da pistola com o segurança.
Embora a Polícia Civil do Distrito Federal tenha esclarecido que não houve indiciamento contra Bolsonaro e que todas as armas estão legalizadas, Moraes ponderou que a posse de armamentos não se coaduna com o regime de prisão. Em julho do ano passado, o ex-presidente foi condenado a 27 anos e três meses de reclusão em um processo relacionado a uma tentativa de golpe. Após a sua recuperação de uma cirurgia, Bolsonaro ganhou o direito ao cumprimento da pena em regime domiciliar, situação que agora se complica com a recente determinação do Supremo e a questão das armas. Ele se encontra em recuperação de uma pneumonia bacteriana, o que acrescenta controvérsias ao cenário político e jurídico que envolve sua figura.
