JUSTIÇA – Defesa de Bolsonaro apresenta novo recurso ao STF contra condenação de 27 anos e reafirma erro judiciário em decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Na última sexta-feira, a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um novo recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) em resposta à condenação de 27 anos e três meses imposta ao político no âmbito da ação penal relacionada a uma suposta trama golpista. Atualmente, Bolsonaro se encontra detido em uma sala na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

Os advogados de Bolsonaro decidiram recorrer por meio dos chamados embargos infringentes, buscando reverter a decisão tomada pelo ministro Alexandre de Moraes. Recentemente, na terça-feira, Moraes já havia negado um recurso anterior da defesa, os embargos de declaração, orientando que a execução da condenação de Bolsonaro e de outros seis réus do núcleo 1 da mesma trama fosse imediatamente iniciada.

A argumentação da defesa aponta que a decisão do ministro deveria ser considerada um “erro judiciário”, e portanto, necessitaria de revisão. Em uma de suas observações, a defesa destacou que não se pode considerar como protelatório um recurso que nem sequer foi formalmente apresentado, expressando surpresa com a classificação imposta ao pedido.

Além disso, os advogados do ex-presidente afirmaram que o entendimento do voto divergente do ministro Luiz Fux, que absolveu Bolsonaro em relação à sua suposta participação na trama, deveria prevalecer no julgamento. Para eles, o voto de Fux é fundamental, uma vez que aponta a inexistência dos requisitos típicos necessários para caracterizar o crime de pertencimento a uma organização criminosa.

O ministro Moraes, ao determinar a execução das penas, alegou que não há espaço para novos recursos por parte de Bolsonaro e dos demais réus. Ele se respaldou na jurisprudência do STF, esclarecendo que o ex-presidente não teria direito aos embargos infringentes. Para que o caso pudesse ser reanalisado, Bolsonaro precisaria obter pelo menos dois votos favoráveis à absolvição, uma condição que não foi atendida no julgamento que ocorreu em 11 de setembro, onde a condenação foi aprovada por quatro votos a um.

Agora, o novo recurso será examinado pelo ministro Alexandre de Moraes, mas não há prazo definido para que uma decisão seja comunicada.

Jornal Rede Repórter - Click e confira!


Botão Voltar ao topo