O juiz José Fernando Steinberg foi o responsável pela sentença que culminou na prisão do jornalista. Em sua justificativa, o magistrado destacou que Araújo não cumpriu a obrigatoriedade de pagamento de uma indenização no valor de R$ 2,2 mil, decorrente de uma condenação por difamação. A acusação se originou de um texto em que Araújo criticou abertamente a ex-deputada, descrevendo-a como parte de uma “seita de doentes de extrema direita”.
As repercussões da decisão foram prontamente observadas, com a Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial e outras entidades expressando seu repúdio à condenação. Em uma nota publicada, as organizações declararam que a punição excessive a Araújo é preocupante e fere princípios fundamentais da liberdade de imprensa.
Luan Araújo, por sua vez, não se mostrou receoso diante da adversidade. Em declarações compartilhadas pela comissão, ele comentou sobre seu estado emocional, relatando tristeza em decorrência da situação, mas também gratidão pelo apoio que recebeu. Enfrentando dificuldades financeiras e em busca de uma nova oportunidade de trabalho, ele reiterou a injustiça que sente relacionada a sua condenação.
Após a sentença, Araújo utilizou suas redes sociais para manifestar sua insatisfação. Segundo ele, o peso da condenação e as implicações financeiras exigidas são um fardo insuportável, especialmente considerando sua atual condição de desemprego. Compara sua situação à de Zambelli, que, apesar de suas condenações, conseguiu evitar suas responsabilidades legais, uma vez que seu pedido de extradição foi negado pela Justiça italiana.
O episódio que originou esse embate aconteceu logo antes do segundo turno das eleições presidenciais de 2022 e culminou em uma certa ironia, dado que enquanto Zambelli enfrentou reformas legais significativas, Araújo agora luta com a carga de uma pena por simplesmente exercer seu direito à crítica. Ele expressou sua desilusão, mas reafirmou seu compromisso de continuar lutando por justiça, mesmo diante de desvantagens.





