O valor da dívida em questão é de R$ 17 mil, referente à condenação por usar, sem a devida autorização, uma imagem do fotógrafo Peter Leone. Essa imagem foi utilizada em uma postagem nas redes sociais de Zambelli em 2021. Durante o processo judicial, a defesa de Zambelli alegou ter mantido contato com a empresa que detém os direitos da fotografia. No entanto, a juíza Fernanda Deporte foi firme ao afirmar que “não foi apresentado qualquer documento comprovando que o autor cedera seus direitos à empresa mencionada”, enfraquecendo a argumentação apresentada pela ex-deputada.
A saga de Zambelli não se limita a questões financeiras. Com cidadania italiana, a ex-parlamentar deixou o Brasil em maio do ano passado, passando um tempo nos Estados Unidos antes de estabelecer residência na Itália. No entanto, sua estabilidade no exterior foi abalada em julho, quando foi presa e expressou intenções de ser julgada naquela nação. A Justiça italiana decidiu mantê-la detida na penitenciária feminina de Rebibbia, em Roma, devido ao risco de fuga. A expectativa é que, se for extraditada ao Brasil, Zambelli seja encarcerada na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia.
Além das recentes complicações judiciais, Zambelli já carrega duas condenações do Supremo Tribunal Federal, sendo a primeira delas referente à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que lhe rendeu uma pena de dez anos de prisão. Em um movimento para tentar preservar seu mandato, a Câmara dos Deputados rejeitou a cassação de Zambelli em dezembro, mas essa decisão foi posteriormente anulada pelo Supremo, que efetivamente decretou a cassação devido à condenação da ex-deputada.
O embate judicial que envolve Carla Zambelli continua, refletindo a instabilidade de sua situação legal e as possíveis consequências que a ex-parlamentar ainda poderá enfrentar.





