Os acusados enfrentam a acusação de homicídio culposo, uma categoria jurídica que se refere à morte sem a intenção deliberada de matar. A decisão foi proferida pela Vara de Ofício Único da cidade, e agora o caso avança para a fase de instrução, que envolve a coleta de depoimentos de testemunhas e a produção de provas relevantes. Este é um passo crucial antes que o caso chegue ao julgamento.
As vítimas da tragédia foram identificadas como Luciana Klein Helfstein, de 39 anos, e seu filho, Arthur Klein Helfstein Helfstein Alves, de apenas 11 anos. Ambos eram oriundos de São Paulo e estavam hospedados na pousada para desfrutar de suas férias em Alagoas, momento marcado por um descanso que rapidamente se transformou em uma dor imensurável.
A investigação da Polícia Científica revelou que a causa do acidente foi uma instalação elétrica irregular na área da piscina do estabelecimento. Um laudo pericial indicou que um conjunto de luzes decorativas ao redor da piscina estava em contato com a estrutura metálica do guarda-corpo, permitindo que uma corrente elétrica de cerca de 220 volts fosse disseminada. O ambiente apresentava condições extremamente perigosas, com a estrutura metálica energizada, sem a devida proteção, e a área em volta da piscina molhada, o que aumentava a probabilidade de um choque elétrico fatal.
Conforme o relato da perícia, Arthur foi a primeira vítima a entrar em contato com a estrutura metálica e recebeu a descarga elétrica. Ao tentar socorrer o filho, Luciana também foi afetada pela corrente elétrica. As duas vítimas acabaram caindo na piscina e se afogaram antes de serem resgatadas. Agora, o processo judicial segue seu curso, cabendo ao sistema de justiça avaliar as provas apresentadas e decidir sobre a responsabilização dos réus por essa fatalidade devastadora.





