A decisão foi proferida pelo juiz Yulli Roter durante a audiência de custódia, onde foram apresentados os argumentos tanto do Ministério Público quanto da defesa. O juiz, considerando os elementos do caso, decidiu que Ruan deveria permanecer recluso. Após a audiência, ficou determinado que ele seria imediatamente encaminhado ao sistema prisional.
O advogado de defesa, Napoleão Júnior, contesta a prisão, classificando-a como desproporcional. Ele ressalta que Ruan se apresentou voluntariamente à polícia logo após o ocorrido, o que, segundo ele, demonstra um comportamento cooperativo com as autoridades. O defensor também trouxe à tona o histórico acadêmico do suspeito, que possui três diplomas, incluindo Históriador, Engenheiro Mecânico e Mestrado em Ciências Políticas. Este detalhamento foi apresentado para justificar o pedido de que Ruan permaneça em uma cela separada das demais, visando preservar sua integridade física e psicológica, já que poderia ser vulnerável a outras facções criminosas.
Em depoimento, a delegada Tacyane Ribeiro, responsável pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), informou que Ruan se manteve em silêncio durante o interrogatório, embora tenha demonstrado sinais de nervosismo. Ele confirmou apenas sua identificação pessoal, optando por não fornecer respostas sobre o crime em si. Tacyane destacou que, embora tenha o direito de permanecer calado, tal escolha não colaborou com o andamento da investigação. Após passar por um exame de corpo de delito, Ruan permanece sob a custódia da Justiça, aguardando os desdobramentos do caso que, sem dúvida, abala a comunidade local.
