A ex-parlamentar foi sentenciada duas vezes pelo STF por crimes que incluem a invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em parceria com o hacker Walter Delgatti. Além disso, Zambelli também foi condenada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, situações que ressaltam a gravidade de suas ações enquanto ocupava uma posição de destaque na política.
Durante a audiência, os juízes ouvirão os argumentos da defesa de Zambelli e analisaram a documentação apresentada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O material traz informações sobre a situação da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, onde a ex-deputada cumpriria sua pena caso a extradição fosse aprovada. Moraes assegurou que a penitenciária, conhecida como Colmeia, oferece condições adequadas de salubridade e segurança, além de assistência às detentas, incluindo atendimento médico e cursos técnicos, e destacou a ausência de incidentes de rebelião no local.
A questão da extradição já foi adiada anteriormente, em dezembro, após os advogados de Zambelli solicitarem mais tempo para examinar os documentos do STF. Eles argumentam que a ex-deputada enfrenta uma perseguição judicial e política no Brasil, levantando preocupações sobre as condições de encarceramento no país.
Em um desenvolvimento anterior, o Ministério Público da Itália já havia manifestado parecer favorável à extradição de Zambelli. No Brasil, Alexandre de Moraes também ordenou a perda imediata do mandato da ex-deputada, que, subsequentemente, optou por renunciar ao cargo, em meio ao tumultuado cenário que envolve sua figura pública e as implicações legais decorrentes de suas ações. A decisão da Corte italiana poderá ter reverberações significativas tanto na política brasileira quanto na vida da ex-parlamentar, que busca evitar o retorno ao país sob grave condenação.






