A coelha em questão era Priscila Presley, conhecida nas redes sociais por seu perfil influente. O tutor deixou o animal no pet shop durante uma viagem, recebendo a promessa de que a coelha seria bem cuidada e permaneceria em um espaço apropriado. No entanto, ele afirmou que sempre que solicitava imagens da Priscila, o animal estava em locais diferentes dos combinados.
Em 14 de janeiro de 2024, o tutor recebeu a notícia de que a coelha estava doente e, três dias depois, ela veio a falecer. A clínica não forneceu informações detalhadas sobre a morte de Priscila, o que dificultou a identificação precisa da causa do óbito. Após recorrer à Universidade de Brasília, foi constatado que o corpo do animal não foi resfriado corretamente, prejudicando a investigação da necropsia.
Durante o processo, a clínica veterinária se defendeu alegando que prestou o atendimento de forma adequada e forneceu todas as informações relevantes ao tutor. Além disso, acusou o cliente de difamação após ele divulgar o caso em suas redes sociais e em um site de reclamações.
Na decisão, o juiz responsável pelo caso destacou que, apesar de não ter sido evidenciada uma acomodação inadequada para a coelha, houve falhas por parte da clínica ao não informar adequadamente a hora da morte e ao não preservar o corpo nas condições ideais. Dessa forma, a clínica foi responsabilizada pelos danos causados ao consumidor.
Priscila Presley era uma coelha influente nas redes sociais, com 6 anos de idade e 3,5 mil seguidores. Seu tutor, Joabe Dutra, servidor do Tribunal de Contas do DF, costumava compartilhar vídeos da coelha se divertindo e interagindo em casa, o que a tornava uma figura querida na internet.
