A pesquisa apontou que a Justiça Eleitoral é o ramo com o maior percentual de magistrados negros, com 18,1%, seguida pela Justiça do Trabalho (15,9%), Justiça estadual (13,1%), Justiça Federal (11,6%) e Justiça Militar (6,7%). Analisando a distribuição desses números pelas regiões do país, destaca-se que os maiores índices de juízes negros estão em tribunais do Acre, Piauí, Sergipe e Bahia, enquanto os tribunais do Rio Grande do Sul, São Paulo e Santa Catarina possuem menor presença de magistrados negros.
O presidente do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso, comentou sobre as estatísticas, ressaltando que o órgão já tomou iniciativas para ampliar a representatividade de juízes negros, como o programa de bolsas destinado a financiar os estudos de candidatos negros à magistratura. Barroso afirmou que é necessário mudar progressivamente essa realidade, visto que ela não reflete a diversidade da sociedade brasileira.
No que diz respeito à participação das mulheres no Judiciário, a pesquisa também revelou dados significativos. A média nacional aponta que 36,8% dos juízes são mulheres, enquanto 53,3% dos servidores são do sexo feminino. A Justiça estadual lidera o ranking nacional, com 38,2% de juízas, seguida pela Justiça do Trabalho (39,7%), Justiça Federal (31,3%) e Justiça Eleitoral (32,9%). Já os tribunais superiores (23,2%) e a Justiça Militar (22,2%) têm menor presença de magistradas.
O ministro Barroso destacou que a Justiça de segunda instância apresenta o percentual mais baixo de mulheres na magistratura, com média inferior a 20% nos tribunais regionais federais. Ele ressaltou que o CNJ adota uma política de alternância nas promoções por merecimento, garantindo que, caso seja promovido um homem, a promoção seguinte será de uma mulher, buscando equilibrar a representatividade de raça e gênero na Justiça brasileira.
Além disso, a pesquisa identificou que a produtividade do Judiciário teve um aumento de 7% em 2023. O custo do Judiciário atingiu 132,8 bilhões, correspondendo a 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto a Justiça arrecadou R$ 68 bilhões para os cofres públicos. Esses dados refletem a importância da transparência e da busca pela igualdade no sistema judiciário brasileiro.
