JUSTIÇA – Chacina em Planaltina: cinco réus condenados por assassinato de dez membros de uma única família, totalizando mais de 1.200 anos de pena.

Na noite do último sábado, o Tribunal do Júri de Planaltina proferiu sua decisão em um dos casos mais brutais da história recente do Distrito Federal, resultando na condenação de cinco indivíduos pelo assassinato de dez membros de uma mesma família. O massacre, que ficou conhecido como “a maior chacina da história do Distrito Federal”, aconteceu entre o final de dezembro de 2022 e meados de janeiro de 2023.

Os réus receberam penas somadas que ultrapassam 1.200 anos, refletindo a gravidade dos crimes cometidos. Os jurados, um grupo de sete cidadãos selecionados, trocaram trocas de acusações que envolviam homicídios qualificados, além de roubos, ocultação e destruição de cadáveres, sequestros e associação criminosa, entre outros delitos. O cerne da tragédia foi uma disputa pela posse de uma chácara localizada na região administrativa do Paranoá, avaliada em R$ 2 milhões, onde os acusados acreditavam que a eliminação dos habitantes seria suficiente para assumir a propriedade.

As vítimas incluíam a cabeleireira Elizamar Silva, seu marido Thiago Gabriel Belchior e seus filhos gêmeos de seis anos, além de Gabriel, de sete. Também faleceram Marcos e Renata, pais de Thiago, a cunhada Gabriela, a ex-mulher de Marcos, Cláudia, e a filha dela, Ana Beatriz. O impacto emocional sobre as famílias é imensurável, uma vez que a perda de entes queridos em tais circunstâncias é indescritível.

As penas foram abrangentes: Gideon Batista de Menezes foi condenado a 397 anos; Carlomam dos Santos Nogueira a 351 anos; Horácio Carlos Ferreira Barbosa a 300 anos; Fabrício Silva Canhedo a 202 anos e Carlos Henrique Alves da Silva, o único a receber a menor pena, foi sentenciado a dois anos de reclusão por cárcere privado, podendo cumprir a pena em regime semiaberto.

O juiz Taciano Vogado Rodrigues Junior, que presidiu o julgamento, expressou que a Justiça havia se manifestado dentro dos limites legais, mas que a dor e a perda das famílias atingidas permaneceriam irreparáveis. O processo, que se estendeu por seis dias e contou com o testemunho de 18 pessoas, permitiu que os réus, agora condenados, possam recorrer da decisão. A gravidade das condenações reflete não apenas a intensidade dos crimes, mas também a busca por justiça em um contexto de dor e tragédia coletiva.

Sair da versão mobile