O tribunal, em uma nota oficial, esclareceu que o arquivamento foi baseado em uma análise criteriosa realizada pelo MPSC, que revisou aproximadamente dois mil documentos, vídeos e laudos técnicos relacionados ao caso. A investigação concluiu que o cão Orelha não foi morto como resultado de uma agressão perpetrada por um grupo de adolescentes, conforme inicialmente acusado.
No dia 12 deste mês, o MPSC já havia anunciado essa conclusão, que levou à solicitação formal de arquivamento do processo, que, vale lembrar, corre em segredo de Justiça. De acordo com os exames feitos pela promotoria, ficou evidenciado que, no período em que a suposta agressão teria ocorrido, os adolescentes não estavam na mesma praia que Orelha. Essa informação foi fundamental para a decisão do arquivamento.
Além disso, o MPSC destacou que a morte do cão, que foi submetido à eutanásia, foi decorrente de uma condição pré-existente de saúde, e não resultado de qualquer agressão. A decisão de arquivar o caso reflete a análise minuciosa e o compromisso do Ministério Público com a verdade dos fatos.
O caso gerou uma ampla repercussão nas redes sociais e na mídia, levantando preocupações sobre o tratamento de animais e a responsabilidade dos jovens em relação a questões de violência. A análise final do MPSC serve como um ponto de fechamento para um caso que atraiu a atenção pública e mobilizou discussões sobre a proteção da fauna e a necessidade de ações educativas voltadas para a juventude.
Com o arquivamento, espera-se que novas forças sejam direcionadas para iniciativas de conscientização sobre o bem-estar animal, evitando que episódios como o do “Cão Orelha” se repitam no futuro. A sociedade aguarda a implementação de ações que promovam a compaixão e a responsabilidade entre os mais jovens, para que se desenvolvam como cidadãos conscientes e respeitosos com todos os seres vivos.





