JUSTIÇA – Cármen Lúcia Vota Contra Gratificação de Desempenho a Servidores Aposentados do INSS em Julgamento do STF

Na última sexta-feira, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou seu voto em um caso que pode impactar significativamente a situação financeira de muitos aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Sua posição, contrária ao pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividade do Seguro Social (GDASS) para servidores inativos, levantou uma série de questões legais e sociais pertinentes.

O caso em questão se originou de um recurso movido pelo INSS, que busca reverter uma decisão anterior da Justiça Federal do Rio de Janeiro. Essa decisão havia reconhecido a paridade entre servidores ativos e inativos, permitindo que aposentados recebessem a gratificação por desempenho. A discussão central gira em torno da Lei 13.324/2016, que estabeleceu uma nova pontuação mínima de 30 para 70 pontos na avaliação de desempenho, o que, segundo alguns magistrados, tornaria a gratificação de natureza geral, aplicável também aos inativos.

Durante o julgamento, Cármen Lúcia enfatizou que a mera mudança na pontuação não justifica a extensão do benefício a servidores aposentados. Para a ministra, os critérios que regem a distribuição da gratificação estão intrinsicamente ligados às avaliações de desempenho, um aspecto que, segundo ela, não pode ser aplicável a aqueles que já estão fora do serviço ativo.

Além disso, a ministra se posicionou sobre os pagamentos já realizados, afirmando que os recursos que já foram recebidos pelos inativos não precisam ser devolvidos, o que oferece um alívio parcial para aqueles que já contavam com a gratificação em suas finanças.

O julgamento continuará em formato virtual e está previsto para ser finalizado até às 23h59 da próxima sexta-feira (13), ainda faltando os votos de dez ministros para compor a decisão final. A repercussão desse julgamento não deve ser subestimada, tendo em vista que a gratificação representa uma fonte importante de renda extra para muitos aposentados, impactando diretamente suas condições de vida. A análise do caso reflete não apenas questões jurídicas, mas também o pano de fundo social que envolve os direitos dos servidores e a valorização do trabalho realizado.

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