A nota enviada ao STF surge após o ministro Moraes ter estabelecido um prazo de 24 horas para que a defesa apresentasse esclarecimentos a respeito de imagens que registram o deputado aparentando usar o celular durante o encontro com Bolsonaro. De acordo com Moraes, embora a visita do parlamentar fosse autorizada, havia a proibição explícita do uso de dispositivos móveis, uma normativa que se aplica tanto ao ex-presidente quanto aos visitantes.
O suposto uso de celular por Ferreira foi amplamente noticiado pela imprensa e também levou a deputada Erika Hilton, do PSOL de São Paulo, a protocolar uma notícia-crime contra o parlamentar junto ao STF. Por sua vez, a defesa de Bolsonaro insiste que o ex-presidente não apenas se absteve de utilizar qualquer telefone, como também não fez contato visual com o celular durante o encontro, o que, segundo seus advogados, reforça a argumentação de que todas as normas foram respeitadas.
A petição da defesa inclui a afirmação de que Bolsonaro sempre cumpriu rigorosamente as medidas cautelares impostas pela Corte, sublinhando a ausência de uso direto ou indireto de dispositivos móveis enquanto estava sob prisão domiciliar. Atualmente, o ex-presidente está cumprindo uma pena de 27 anos e três meses de reclusão em uma sala na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. Essa pena faz parte do desdobramento do processo relacionado à alegada trama golpista.
O desdobramento dessa situação mantém as atenções voltadas para o STF e para as possíveis implicações legais envolvendo figuras proeminentes da política nacional. As defesas e as acusações nessa crise política continuam a se entrelaçar, refletindo um cenário de incertezas e tensões que permeiam o contexto político do país.









