JUSTIÇA – Bolsonaro ironiza indiciamento por esquema de venda ilegal de joias em governo: “Aguardemos muitas outras correções”

O ex-presidente Jair Bolsonaro se viu envolvido em mais uma polêmica nesta segunda-feira (8), após a Polícia Federal (PF) indiciá-lo por participação em um esquema de venda ilegal de joias recebidas de autoridades estrangeiras durante seu governo. Em meio a essa acusação, Bolsonaro utilizou suas redes sociais para ironizar o relatório da PF, questionando o valor inicialmente estimado de desvios de R$ 25 milhões, que foi posteriormente corrigido para R$ 6,8 milhões.

O ex-presidente demonstrou desprezo em relação às acusações, sugerindo que mais correções viriam, inclusive insinuando que todas as joias desviadas estariam nas instituições públicas. Além disso, ele fez referência ao caso de Adélio, questionando quem seria o mandante por trás do atentado sofrido por ele em 2018.

Segundo as investigações da PF, parte das joias sauditas recebidas por Bolsonaro saiu do país em uma mala transportada no avião presidencial, quando o ex-presidente deixou o Brasil para uma viagem aos Estados Unidos. Curiosamente, não foram identificadas movimentações suspeitas nas contas de Bolsonaro, levando a PF a concluir que o dinheiro obtido com a venda das joias foi utilizado por ele durante sua estadia nos EUA.

Essa situação levanta questionamentos sobre a conduta do ex-presidente e a transparência de suas ações durante o mandato. As denúncias de corrupção e desvio de recursos públicos são graves e colocam Bolsonaro em uma posição delicada, tendo que responder perante a justiça e a opinião pública. A repercussão desse caso pode ter consequências significativas para a carreira política e a reputação do ex-presidente. Agora, cabe aguardar os desdobramentos desse processo e as possíveis revelações que surgirão no decorrer das investigações.

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