JUSTIÇA – Bolsonaro é autorizado a realizar exames hospitalares após queda; Defesa aponta risco de traumatismo craniano e crise convulsiva em ex-presidente condenado a 27 anos.

Nesta quarta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a ser submetido a exames médicos no hospital. A decisão ocorreu após o ex-mandatário sofrer uma queda em sua cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, na última terça-feira.

Informações sobre o estado de saúde de Bolsonaro indicam um quadro preocupante. De acordo com seus advogados, ele apresentou sintomas compatíveis com traumatismo craniano, além de síncope noturna, uma crise convulsiva, flutuações na memória e um corte na têmpora. Os defensores argumentaram que a gravidade dos sintomas justificava a necessidade de exames mais abrangentes, como tomografias e ressonâncias magnéticas, assim como um eletroencefalograma para avaliar a atividade cerebral do ex-presidente.

Na sua decisão, Moraes estipulou que a Polícia Federal fosse encarregada de organizar o transporte do ex-presidente ao hospital de forma discreta, evitando qualquer tipo de exposição. O desembarque deveria ocorrer pela garagem, e a PF também tomaria providências para monitorar a segurança de Bolsonaro durante o período em que ele estiver no hospital, garantindo que, após os exames, ele retornasse imediatamente à Superintendência.

A queda de Bolsonaro foi inicialmente revelada por sua esposa, Michelle, que se manifestou nas redes sociais sobre a situação, revelando que durante a madrugada ele passou mal e caiu, batendo a cabeça em um móvel. Logo após o incidente, a defesa do ex-presidente solicitou a sua remoção para um hospital, mas o pedido foi negado anteriormente por Moraes, que se baseou na avaliação da equipe médica da PF, a qual concluiu que não havia necessidade de exames hospitalares, uma vez que os ferimentos eram considerados leves.

Todavia, após novos laudos e pedidos de exame interpretados como pertinentes, a decisão proferida hoje por Moraes incluiu a consideração das recomendações de um médico particular de Bolsonaro, levando a uma reavaliação do caso e a autorização para que ele realizasse os testes necessários a fim de assegurar sua saúde.

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