Vorcaro foi chamado a depor pela delegada Janaina Palazzo no Supremo Tribunal Federal (STF), em um procedimento autorizado pelo ministro Dias Toffoli, que é o relator do caso. Durante a oitiva, a delegada solicitou a pesquisa mais aprofundada no celular do banqueiro, mas recebeu resistência. Ele e seu advogado alegaram a necessidade de proteger “relações pessoais e privadas”.
Apesar da negativa em passar a senha, Vorcaro afirmou que seu objetivo é restabelecer a verdade e reafirmou que não houve fraudes relacionadas ao Banco Master em suas carteiras de investimento. “O que eu mais quero é restabelecer a verdade. Essa fraude que foi colocada não existiu e não era para ter liquidado o banco. Não era para eu estar passando por isso”, declarou o banqueiro.
Recentemente, o ministro Toffoli decidiu retirar o sigilo em torno do depoimento de Vorcaro, além de ocorrer o mesmo com o ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa. Esta movimentação é parte de um inquérito mais amplo que investiga os supostos crimes financeiros.
Em uma decisão que trouxe novas diretrizes ao caso, Toffoli determinou que a investigação sobre o Banco Master continuasse no STF, ao invés de seguir para a Justiça Federal em Brasília. Essa medida se faz necessário devido à citação de um deputado federal, que possui foro privilegiado na mais alta corte brasileira.
As investigações em curso, deflagradas pela Operação Compliance Zero, apontam suspeitas envolvendo a concessão de créditos fraudulentos pelo Banco Master, incluindo planos de venda da instituição ao Banco Regional de Brasília (BRB). As fraudes, conforme estimativas preliminares, podem totalizar cerca de R$ 17 bilhões, o que agrava a gravidade da situação enfrentada por Vorcaro e seus associados.






