Além de ordenar a mudança, o ministro estabeleceu que Bolsonaro deve ser avaliado por uma junta médica oficial, composta por profissionais da Polícia Federal, que será responsável por analisar sua condição de saúde. O laudo médico deverá ser apresentado em até dez dias, permitindo que a defesa e a Procuradoria-Geral da República indiquem assistentes técnicos e apresentem perguntas sobre o caso em um prazo de 24 horas.
A sua saúde e as condições de custódia também foram abordadas na decisão. Moraes autorizou a assistência médica integral a Bolsonaro, que contará com profissionais do sistema penitenciário e médicos particulares previamente cadastrados, garantindo acesso a cuidados 24 horas por dia, sem a necessidade de autorização judicial prévia. Em situações de emergência, deslocamentos para hospitais estão liberados, com a regra de comunicação ao STF em um prazo de 24 horas.
Bolsonaro também terá a possibilidade de realizar sessões de fisioterapia conforme a orientação de seus médicos, com a necessidade de formalizar o cadastro do profissional responsável. Sua defesa poderá fornecer uma dieta especial, devendo indicar quem será a pessoa encarregada, com a preocupação de atender às necessidades alimentares do ex-presidente.
Em relação às visitas, Moraes autorizou a visitação semanal de familiares, incluindo sua esposa, Michelle Bolsonaro, e seus filhos, nos dias previamente definidos. De modo excepcional, foi permitido que seus familiares diretos o visitassem ainda na mesma data da transferência, com duração total de três horas. Entretanto, o pedido para acesso a uma televisão foi negado, assim como solicitações anteriores relacionadas às condições de custódia na Superintendência da Polícia Federal, devido à nova situação do ex-presidente.
Essa decisão marca um novo capítulo na vida política e judicial de Bolsonaro, refletindo a gravidade das acusações e a natureza das repercussões legais da tentativa de golpe de estado que ele liderou. A expectativa agora recai sobre as avaliações médicas e as condições de sua custódia no ambiente penitenciário.
