De acordo com informações, Agostina aterrissou em Buenos Aires na noite dessa quarta-feira. Ao falar com a imprensa argentina, expressou arrependimento quanto às suas ações durante a abordagem no bar, onde se desentendeu com os empregados devido a uma suposta cobrança indevida. No calor da discussão, a advogada usou expressões pejorativas para se referir a um dos funcionários, chamando-o de “mono” – uma insinuação ofensiva que remete a um macaco – e imitou gestos do animal. Além disso, a acusação alega que outras ofensas racistas foram feitas a dois outros funcionários, configurando três crimes distintos.
Na terça-feira, a Justiça carioca decidiu que Agostina poderia retornar à Argentina, permitindo a devolução de seu passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica, que ela usava como parte das restrições impostas após a sua condenação. Contudo, é importante ressaltar que, mesmo após sua volta, a advogada continuará a responder judicialmente pelo crime de injúria racial.
No início de fevereiro, Agostina havia sido presa temporariamente, mas foi liberada em seguida, sob a condição de usar a tornozeleira e pagar uma fiança de 97 mil reais, equivalente a cerca de 60 salários mínimos. As medidas adotadas pela Justiça visam garantir que a acusada participe do processo e responda por suas ações.
O incidente provocou reações diversas, ressaltando a necessidade de discussões mais profundas sobre preconceito e racismo. A situação evidencia a urgência de debates sociais e legais sobre a expressão de ódio e a responsabilidade individual em casos de injúria racial em diferentes contextos. Enquanto a advogada reflete sobre suas ações, o caso destaca o papel das instituições na promoção da equidade e justiça social.
