No depoimento, Delgatti alegou que Bolsonaro teria prometido um indulto caso ele assumisse a responsabilidade por um suposto grampo contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. Além disso, afirmou que a pedido do ex-presidente, orientou os militares na elaboração do relatório sobre as urnas eletrônicas apresentado em 2022.
A defesa de Bolsonaro, por sua vez, argumenta que a conversa no Palácio da Alvorada se referia a uma suposta vulnerabilidade no sistema eleitoral. Segundo os advogados, o ex-presidente determinou ao Ministério da Defesa a apuração das alegações, seguindo os princípios republicanos e os procedimentos legais. Após o evento, Bolsonaro não teria mais tido nenhum contato direto ou indireto com Delgatti.
As medidas judiciais que serão tomadas pela defesa de Bolsonaro buscam responsabilizar o hacker por suas declarações falsas. Segundo a nota divulgada pela defesa, Delgatti cometeu, em tese, o crime de calúnia ao apresentar informações desprovidas de provas.
A CPMI dos Atos Golpistas tem como objetivo investigar a organização e financiamento de manifestações antidemocráticas, que ocorreram em 2020. Delgatti, conhecido como “Vermelho”, é um dos integrantes do grupo de hackers que invadiu celulares de autoridades políticas e de membros do Judiciário. Ele foi preso em 2019 e desde então tem colaborado com as investigações.
Essas últimas declarações de Delgatti no depoimento à CPMI geraram polêmica e estão sendo contestadas pela defesa de Bolsonaro. A acusação de promessas de indulto e interferência nos relatórios das urnas eletrônicas estão sendo negadas veementemente pelo ex-presidente e seus advogados, que prometem tomar todas as medidas judiciais necessárias para esclarecer a situação e restabelecer a verdade dos fatos.






