De acordo com os dados fornecidos, entre janeiro e 30 de novembro de 2025, a Vepi emitiu 1.522 sentenças, 3.410 decisões e 9.012 despachos, totalizando incríveis 13.944 atos processuais registrados. Nesse período, 655 novos processos foram distribuídos e 1.229 foram baixados, refletindo a crescente demanda por justiça nesta área. O juiz Carlos Eduardo Pimentel das Neves Reis, que atua na Vara desde sua fundação, ressalta que a especialização das varas exige uma colaboração estreita entre o Judiciário e outras esferas do governo, como o Ministério Público e a Defensoria Pública.
O magistrado enfatiza que essa articulação é crucial para garantir que as decisões judiciais realmente tenham um impacto positivo na vida dos idosos. Ele cita a importância de instituições como clínicas da família, centros de referência e abrigos que, em conjunto, oferecem uma rede de apoio efetiva. “De nada adianta um juiz emitir uma sentença ordenando o acolhimento de um idoso se não houver um local disponível para isso”, explica.
Em agosto de 2025, numa demonstração clara dessa colaboração, o presidente do TJRJ, desembargador Ricardo Couto de Castro, se reuniu com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e outros representantes da administração municipal. Esse encontro, que faz parte de um esforço contínuo para estreitar laços entre os órgãos do Judiciário e do Executivo, já apresenta resultados tangíveis. Um exemplo notório é o aumento no valor destinado pela prefeitura a instituições de acolhimento para cada idoso, que subiu de R$ 1.746,00 para R$ 2.618,00.
O diálogo entre as partes se mostrou tão eficaz que permitiu ações rápidas, como a recente operação que resultou no fechamento de um abrigo clandestino para idosos. O juiz Carlos Eduardo relatou que, após uma ligação do secretário de Envelhecimento Saudável do Rio, Felipe Michel, uma ação judicial foi movida rapidamente, resultando em uma resposta ágil e eficaz da Justiça.
Este primeiro ano de existência da Vepi se confirma não apenas como um marco no tratamento das questões relacionadas à terceira idade, mas também como um exemplo de como a interseccionalidade entre diferentes setores do governo pode contribuir para uma justiça mais acessível e efetiva.







