Em uma declaração que reflete sua trajetória pós-conversão ao catolicismo em 2018, Cazarré explica que o evento é uma resposta ao que considera um “enfraquecimento dos homens” na sociedade contemporânea. Ele mesmo reconhece que o projeto pode ser polêmico, citando: “Ele sabia que ia apanhar. E criou esse evento mesmo assim.” Esse posicionamento, porém, foi contestado por outros nomes da cena artística, como a atriz Marjorie Estiano, que argumentou que o discurso promovido pelo ator repete ideias que, segundo ela, já são amplamente disseminadas e que, em última análise, perpetuam violência contra as mulheres. Em um comentário direto, ela pediu que Cazarré examinasse as implicações de suas afirmações.
Elisa Lucinda, outra figura pública que se manifestou, chegou a chamar a iniciativa de “grande e preocupante delírio”, evidenciando uma discordância em relação ao que entende serem avanços sociais. Para ela, o evento se opõe à evolução das discussões sobre gênero e direitos. Já o ator Paulo Betti fez uma crítica à maneira como Cazarré se apresenta, sugerindo que o uso da terceira pessoa em suas declarações remete a uma autoproclamação exagerada.
O evento “O Farol e a Forja” será organizado em três eixos temáticos: o primeiro dia focará em carreira e legado; o segundo abordará temas como paternidade e cultura; e o último, dedicado à espiritualidade, incluirá missas e orações, descritas por Cazarré como uma “batalha espiritual”. Essa estrutura evidencia um desejo de criar um espaço que, segundo ele, visa fortalecer a figura masculina em diversas áreas da vida. A recepção crítica, no entanto, levanta questões sobre os limites e implicações de tal abordagem em um mundo que busca, cada vez mais, igualdade e respeito entre os gêneros.
