Campanha Julho Turquesa Alertará para a Doença do Olho Seco
Com a crescente dependência de dispositivos eletrônicos no dia a dia, muitos trabalhadores têm se deparado com o incômodo de olhos ardendo ao final do expediente, visão embaçada e a sensação de areia nos olhos. Esses sintomas, muitas vezes banalizados como apenas o resultado do uso excessivo de telas, podem, na verdade, indicar a presença da Doença do Olho Seco. Em resposta a essa problemática, o mês de julho é dedicado à campanha Julho Turquesa, cujo objetivo é conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado.
De acordo com especialistas, a Doença do Olho Seco está se tornando cada vez mais comum, resultado do estilo de vida moderno. O Dr. Bernardo Cavalcanti, oftalmologista, explica que a redução da frequência das piscadas ao usar dispositivos digitais pode chegar a 60%, um fenômeno que contribui para a rápida evaporação das lágrimas. Além disso, fatores como ar-condicionado, poluição e variações climáticas desfavoráveis agravam o quadro.
Outros aspectos relevantes incluem questões hormonais, o envelhecimento e até o uso excessivo de lentes de contato, que também podem elevar o risco de desenvolvimento da doença. Cavalcanti reforça que a Doença do Olho Seco não é apenas uma questão de produção de lágrimas; trata-se de uma condição complexa, caracterizada por inflamação e instabilidade do filme lacrimal, que pode causar sérios danos à superfície ocular.
Os sintomas mais comuns incluem ardência, sensação de areia, vermelhidão e lacrimação excessiva, com muitas pessoas acreditando erroneamente que a produção abundante de lágrimas indica saúde ocular. Para prevenir agravamentos, o especialista aconselha a procura de atendimento quando surgirem necessidades frequentes de colírios lubrificantes ou dores intensas nos olhos.
Além do desconforto imediato, a Doença do Olho Seco pode trazer consequências mais sérias, como dificuldades na concentração, fadiga ocular, dores de cabeça e até complicações visuais como ceratite e úlceras na córnea. Medidas preventivas, como a regra 20-20-20 — que sugere desviar o olhar para um ponto a seis metros a cada 20 minutos — são fundamentais. Hidratação adequada, uso de umidificadores e uma dieta rica em ômega 3 também contribuem para a saúde ocular.
Avanços terapêuticos têm proporcionado tratamentos mais personalizados para essa condição. Existem, por exemplo, colírios sem conservantes que ajudam a mimetizar a composição natural das lágrimas, além de tecnologias como a Luz Pulsada Intensa, que visa melhorar a qualidade do filme lacrimal.
A campanha Julho Turquesa é um lembrete importante: desconfortos oculares não devem ser normalizados na era digital. Ardência e ressecamento não são parte do cotidiano aceitável, e a busca por diagnóstico e tratamento eficaz é essencial para preservar a saúde ocular e, por consequência, a qualidade de vida.
