Julgarão Tota, terceiro acusado pelo assassinato do Congolês Moïse, em júri popular no Rio de Janeiro; crime ocorreu em janeiro de 2022.

Julgamento de Acusado no Assassinato de Moïse Kabagambe Acontecerá Hoje no Rio de Janeiro

O caso do assassinato do congolês Moïse Kabagambe ganha novos desdobramentos nesta quarta-feira, 15 de outubro, com o julgamento de Brendon Alexander Luz da Silva, mais conhecido como Tota. Ele é o terceiro réu, entre os três denunciados, a enfrentar um júri popular por sua suposta participação na brutal morte de Moïse, ocorrida em 24 de janeiro de 2022. O tribunal se reunirá a partir das 11h no I Tribunal do Júri da Capital, situado no centro do Rio de Janeiro.

Brendon é o último dos acusados a ser julgado. Em março de 2025, seus co-réus, Fábio Pirineus da Silva e Aleson Cristiano de Oliveira Fonseca, já haviam sido condenados a penas que somadas totalizam 44 anos de prisão, variando em regime fechado. A expectativa é alta em relação ao desfecho do julgamento, visto que o caso gerou grande repercussão nas redes sociais e na mídia, destacando a impunidade da violência contra estrangeiros no Brasil.

As evidências apresentadas pelo Ministério Público são contundentes. Registros das câmeras de segurança do quiosque Tropicália, onde o crime aconteceu, mostram Brendon participando ativamente das agressões. Em um dos momentos mais chocantes, ele é flagrado ao lado de outro acusado, posando para uma foto com a vítima, que já estava amarrada e inconsciente no chão. Em meio à cena, Brendon faz um gesto conhecido como “hang loose”, um sinal que, segundo a acusação, denota a frieza com que os réus trataram a situação.

A brutalidade do ataque é alarmante. Os três homens espancaram Moïse por cerca de 13 minutos, utilizando instrumentos como um taco de base, além de socos e chutes. Mesmo sem resistência, a vítima foi imobilizada e amarrada, tornando-se completamente indefesa diante da fúria de seus agressores.

No julgamento anterior de Fábio e Aleson, o Conselho de Sentença aceitou plenamente as argumentações do Ministério Público, reconhecendo que o crime foi motivado por motivos banais, evidenciando a extrema crueldade dos atos e o uso de recursos que impossibilitaram qualquer defesa da vítima. Agora, com o julgamento de Brendon, a sociedade aguarda ansiosamente a deliberação da justiça sobre este caso emblemático.

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