O processo é complexo, envolvendo dois acusados, o que determina que os tempos para as argumentações sejam ampliados. O Ministério Público, juntamente com a assistência de acusação, terá até 2 horas e meia para delinear sua visão do caso aos jurados. Em seguida, as defesas de Jairinho e Monique também dispondrão de um tempo equivalente para apresentar seus argumentos, sustentando a tese de inocência dos réus.
Após as manifestações iniciais, o Ministério Público terá a oportunidade de realizar uma réplica por até 2 horas, seguida por uma nova fase de argumentação das defesas, que também terá 2 horas para sua tréplica. Somando esses tempos, o quadro de defesas e acusações poderá ocupar até 9 horas no total, evidenciando a seriedade que o caso encerra.
Somente após o término desses debates é que os jurados poderão solicitar esclarecimentos adicionais sobre o caso. Com as discussões concluídas, inicia-se, então, a fase de votação. Os sete jurados são encarregados de responder a questões que dizem respeito à materialidade do crime, bem como à autoria e participação de cada um dos acusados. Com dois réus em questão, os quesitos serão analisados separadamente.
A votação é realizada de forma sigilosa, e a decisão final é tomada pela maioria dos votos dos jurados. Após a apuração, o juiz presidente do Tribunal do Júri fará a leitura da sentença, encerrando um dos julgamentos mais longos e emblemáticos da história recente do Rio de Janeiro. Este é um momento que não só impactará os réus, mas também a sociedade, que aguarda um desfecho para um caso que levantou numerosas discussões sobre responsabilidade e justiça.





