Enquanto prestava seu testemunho, Monique, sentada ao lado da defesa, levou uma das mãos ao rosto, em alguns momentos chegando a soluçar. A dor e a angústia eram evidentes. Contudo, após alguns minutos, ela conseguiu se recompor. Durante a maior parte do depoimento, a mulher manteve o olhar voltado para baixo, em um gesto que refletia seu sofrimento. Apesar disso, Monique fez sinais de concordância enquanto seu irmão respondia às perguntas formuladas pelos jurados e pela defesa.
Por outro lado, Jairinho, agente envolvido no caso e ex-vereador, apresentou um comportamento contrastante durante a oitiva. A falta de tranquilidade era notável, com Jairinho constantemente mudando de posição em sua cadeira. Ele chegou a utilizar uma folha de papel em branco para anotações, apoiando-a sobre sua perna, o que demonstrou uma inquietação incomum. Ao longo do depoimento de Bryan, Jairinho manteve-se em silêncio, sem apresentar reações visíveis ao que era dito.
Durante o interrogatório, o advogado de defesa de Monique, Florence, questionou Bryan sobre o tempo em que Henry frequentava a casa da família em Bangu. A defesa indagou se o menino, conhecido por ter a pele muito clara, apresentava marcas ou machucados após as visitas aos parentes. Bryan foi enfático em sua resposta: “Henry nunca chegou com lesões ou marcas no corpo. Ele tinha a pele bem branquinha, e se apertasse forte, com certeza ele ficaria marcado.” Ele também destacou a clareza verbal de Henry, que, mesmo aos quatro anos, tinha habilidade para comunicar-se. Portanto, segundo Bryan, qualquer situação preocupante seria imediatamente relatada pelo menino.
Este depoimento marca o início da apresentação de testemunhas pela defesa de Monique e traz à luz questões complexas e dolorosas sobre a dinamicidade familiar e os desafios enfrentados. A busca pela verdade continua em um caso que já chocou e mobilizou a sociedade.
