A afirmação foi feita antes do início da audiência no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Centro do Rio de Janeiro, onde se esperava que o julgamento seguisse sem contratempos, ao contrário da primeira tentativa de Marcho de 2023, que foi interrompida por uma saída tumultuada dos advogados de Jairinho. Naquela ocasião, embora Monique tivesse sua prisão relaxada, o Supremo Tribunal Federal decidiu pela sua volta ao cárcere, o que trouxe a necessidade de um segundo julgamento.
Florencia Rosa expressou otimismo de que o processo ocorra de forma fluida e que a justiça prevaleça. Ela declarou que acredita na inocência de Monique e que o verdadeiro responsável pela morte de Henry deve ser punido. A estratégia da defesa se pautará em testemunhos coletados ao longo do processo e em informações anteriores obtidas durante as investigações. Rosa enfatizou que são críveis as alegações de que Monique desconhecia o quadro de violência que seu filho enfrentava e mencionou elementos da investigação que, segundo ela, não tiveram a devida divulgação nos últimos anos.
No mesmo dia, o julgamento prosseguiu sob a presidência da juíza Elizabeth Machado Louro, envolvendo Jairinho e Monique, que enfrentam uma série de acusações relacionadas à morte de Henry, ocorrida em março de 2021. Jairinho é acusado, entre outros crimes, de homicídio qualificado e tortura, enquanto Monique é processada por homicídio qualificado por omissão e fraude processual.
O Ministério Público, por sua vez, alega que Monique tinha plena ciência dos atos violentos cometidos contra Henry, um ponto que a defesa nega veemente. O caso, envolvendo graves acusações de violência contra um menor, tem atraído atenção significativa da sociedade, intensificando o debate sobre responsabilidades parentais e violência doméstica.
