Julgamento de Jairinho e Monique por morte de Henry Borel começa com abandono da defesa e protestos por justiça na porta do Tribunal.

No início do julgamento do ex-vereador Dr. Jairinho, sua defesa surpreendeu ao anunciar a retirada do plenário, o que gerou uma onda de reações entre o público presente. A juíza Elizabeth Louro, que havia decidido suspender a transmissão do julgamento para a imprensa, questionou o advogado Zanone Júnior sobre essa decisão. O advogado confirmou, gerando burburinhos entre os presentes, que logo se transformaram em aplausos e murmúrios que foram reprimidos pela magistrada.

O início tumultuado do julgamento também trouxe à tona pedidos da defesa. O advogado Fabiano Lopes solicitou a suspensão do processo para que a equipe pudesse ter acesso completo às provas. Juntamente com isso, Zanone Júnior listou “30 nulidades” no processo, apontando que o material apresentado pela defesa do pai da vítima, Leniel Borel, havia sido filtrado, dificultando a análise completa do caso. Um perito contratado pela defesa afirmou que a seleção de indícios comprometeu a integridade da apresentação das provas.

Nas primeiras manifestações, a defesa de Monique, ex-companheira de Jairinho, se opôs ao pedido de adiamento, demonstrando a complexidade do caso que envolve não apenas os dois réus, mas também a dor de um pai em busca de justiça. Leniel Borel se manifestou esperançoso em relação ao veredicto e exigindo respostas para o que aconteceu com seu filho no dia da tragédia. Ele foi enfático ao afirmar que esperava a mínima penalidade para os acusados, considerando os relatos de que seu filho entrou vivo na casa e saiu sem vida.

Cristiano Medina da Rocha, assessor de acusação, insistiu que as evidências apontam claramente para a culpabilidade de Jairinho, que seria um agressor cruel. Medina também destacou a responsabilidade de Monique ao abdicar de sua função como protetora da criança em prol de uma vida de luxo.

Cabe ressaltar que a defesa de Jairinho insiste na inocência do ex-vereador. Seu advogado, Zanone Júnior, contrabalançou as acusações dizendo que seu cliente está triste, mas confiante na Justiça, e reiterou que tanto Jairinho quanto Monique são inocentes.

Desde o início da audiência, houve também um clima de apoio fora do tribunal, onde grupos de pessoas se reuniram para protestar e orar pela justiça. Durante o ato, Leniel Borel recebeu apoio de outros pais que enfrentam a dor da perda de seus filhos, reforçando a luta por justiça em casos de violência.

As investigações em torno da morte de Henry Borel, que revelou traumas e lesões incompatíveis com uma queda acidental, ainda são tema de debate jurídico, com a defesa de Jairinho tentando contestar a apresentação dos laudos periciais que apontam para agressões físicas como causa da morte. As circunstâncias complexas e emocionais do caso seguem em pauta, com a sociedade observando ansiosamente o desenrolar deste julgamento sensível.

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