O tom da fala do juiz levantou perplexidade e descontentamento. O advogado, por sua vez, limitou-se a sorrir sem responder. Esse tipo de manifestação em um contexto jurídico é considerado delicado, especialmente quando toca em um período tão controverso e doloroso da história brasileira. A data lembrada, 31 de março, é uma verdadeira ferida aberta para muitos segmentos da sociedade, que ainda lutam por justiça e reconhecimento pelos horrores vividos durante a ditadura.
Em resposta a esse comentário, que pode ser entendido como uma insinuação política, o Conselho Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) decidiu tomar uma postura formal. O órgão, vinculado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, entrou em contato com o Tribunal de Justiça da Paraíba e com a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional da Paraíba (OAB-PB), solicitando uma investigação sobre o episódio.
Esse incidente não apenas evidencia as tensões políticas que permeiam o ambiente judicial, mas também levanta questões sobre a neutralidade e a responsabilidade de juízes e advogados em contextos que possam reaquecer debates sobre direitos humanos e a memória histórica do país. O incidente ainda está sendo avaliado, mas certamente gera discussões importantes sobre a ética profissional e o respeito às memórias coletivas de um povo que ainda busca sanar as feridas do passado.





