Os críticos da ordem, incluindo democratas e grupos defensores dos direitos civis, argumentaram que tal decreto é constitucionalmente duvidoso, uma vez que, segundo eles, cabe aos estados e ao Congresso definir as normas eleitorais. Apesar das alegações de inconstitucionalidade, o juiz Nichols decidiu que ainda era prematuro tomar uma decisão, uma vez que a ordem ainda não havia sido implementada. Agora, a disputa legal se desloca para Boston, onde um processo separado busca contestar a ordem em um tribunal federal.
A ordem executiva foi emitida em março, após um projeto de lei apoiado por Trump ter ficado parado no Congresso. A proposta exigiria que o governo federal criasse uma lista de eleitores elegíveis e que o Serviço Postal dos EUA enviasse cédulas de votação apenas para aqueles cadastrados. Autoridades eleitorais manifestaram preocupação, alegando que isso poderia ser suscetível a fraudes e causar confusão durante o processo.
Desde sua derrota nas eleições presidenciais de 2020, Trump tem feito repetidas alegações infundadas sobre fraudes relacionadas à votação por correio. Sua administração já deu início a uma investigação federal sobre o pleito de 2020, apesar de auditorias demonstrando repetidamente a inexistência de fraudes generalizadas, algumas delas realizadas por membros do próprio partido republicano. Além disso, Trump expressou o desejo de “assumir o controle” da supervisão eleitoral em áreas governadas por democratas.
Diante do cenário eleitoral que se aproxima, os críticos da ordem de Trump destacaram que era urgente que o juiz Nichols tomasse uma decisão, especialmente com as primárias já em andamento. Esta nova ordem executiva representa a segunda tentativa de Trump de reformar o sistema eleitoral desde sua saída do cargo, ressaltando um foco contínuo na reconfiguração das regras de votação, após uma primeira ordem executiva que foi barrada por diversos juízes federais. Essa dinâmica levanta questões sobre o futuro das eleições nos EUA e a integridade do processo democrático.





