O juiz distrital Fred Biery, baseado em San Antonio, avaliou que a liberdade da família poderia ser concedida, desde que El Gamal e seu filho mais velho, de 18 anos, fossem colocados sob monitoramento eletrônico. Essa decisão foi corroborada por uma alegação de injustiça processual no tratamento da família em seus processos de imigração.
Desde a detenção, em junho, a família enfrentou um cenário complicado. Soliman, de nacionalidade egípcia, é acusado de ilegalidade na permanência nos Estados Unidos e está enfrentando processos tanto em tribunais estaduais quanto federais. As investigações indicam que ele teria planejado o ataque por cerca de um ano, agindo com a intenção declarada de ferir o que chamou de “sionistas”. Ele se declarou inocente de todas as acusações, que incluem homicídio e crimes de ódio.
O governo federal, sob a administração anterior, havia tomado medidas para deportar a família rapidamente, emitindo ordens de remoção e tentando pressionar para que fossem enviados de volta ao seu país de origem. A Casa Branca chegou a anunciar em redes sociais que passagens aéreas para a deportação haviam sido compradas.
A decisão do juiz Biery foi controversa e gerou críticas. A secretária assistente interina de Segurança Interna, Lauren Bis, se manifestou publicamente, descrevendo o juiz como um “ativista” que estaria colocando em risco a segurança nacional ao libertar uma família associada a um ato terrorista.
Por outro lado, os advogados da família iniciaram uma nova luta judicial para contestar as ordens de deportação, apresentando argumentos no 5º Circuito dos EUA em Nova Orleans para que a família possa permanecer no país durante a avaliação de seu pedido de asilo. É uma situação que ilustra o delicado equilíbrio entre segurança nacional e os direitos imigratórios, bem como os desafios enfrentados por muitos que buscam refúgio em solo americano. A continuidade desse caso deve ser acompanhada de perto, dado o seu potencial impacto nas políticas de imigração e segurança.







