Juiz determina que padre condenado por estupro trabalhe extramuros em empresa de Sorriso, Mato Grosso, com tornozeleira eletrônica.

O Juiz Rafael Depra Panichella, da 1ª Vara Criminal de Sorriso, decidiu que o Centro de Ressocialização do Município, conhecido como Ferrugem, deve cumprir a determinação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que permite ao padre Nelson Koch exercer atividades fora da prisão. Koch, que foi condenado a 48 anos de prisão por estupro e importunação sexual de três adolescentes, trabalhará em uma empresa de pré-moldados na cidade.

Segundo a decisão judicial, o padre terá que usar uma tornozeleira eletrônica, será acompanhado por policiais penais ou por rondas, e terá sua atividade supervisionada por funcionários da empresa devidamente identificados pela Fundação Nova Chance. A cada três dias trabalhados, Nelson Koch terá direito à remissão de um dia de pena, conforme estabelecido pelo magistrado.

A prisão de Nelson ocorreu em 17 de fevereiro de 2022, após a mãe de um adolescente de 15 anos denunciar os abusos sexuais sofridos pelo filho às autoridades da igreja. Posteriormente, ela procurou a Polícia Civil, que deu início às investigações que resultaram na condenação do padre.

Esse caso polêmico tem gerado debate na sociedade sobre a ressocialização de condenados por crimes sexuais e a possibilidade de exercer atividades extramuros durante o cumprimento da pena. A decisão do juiz de permitir que o padre Nelson Koch trabalhe fora da prisão trouxe à tona questões sobre a eficácia do sistema prisional e a segurança da comunidade diante desse tipo de situação delicada.

Para mais detalhes sobre o desdobramento desse caso e outras informações relacionadas, recomenda-se a leitura da matéria completa no site do RD News, parceiro do Metrópoles, onde são abordados todos os detalhes do caso e suas repercussões na sociedade mato-grossense.

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