A decisão foi proferida pela juíza Rebecca Robinson durante o quarto dia do julgamento. Ela afirmou que, após considerar as evidências e os argumentos apresentados, chegou à conclusão de que as ações de Parker não configuravam crime. As acusações, que somavam um total de oito delitos de negligência, foram formuladas a partir da alegação de que a ex-vice-diretora teria ignorado avisos sobre um aluno de 6 anos que estivesse portando uma arma na sala de aula.
Parker não foi chamada a depor, mas uma gravação de uma entrevista realizada três dias após o tiroteio foi apresentada no tribunal. Na gravação, ela declarou que havia recebido relatórios sobre a posse de uma arma pelo aluno, mas que não pode realizar uma busca imediata devido a provas em andamento. Além disso, uma especialista em leitura no local havia revistado a mochila do aluno sem encontrar a arma, levando Parker a acreditar que a ameaça não era real.
O advogado de Parker, Curtis Rogers, sustentou que a decisão de sua cliente não foi negligente, argumentando que não havia indícios que a levassem a suspeitar da presença de uma arma. Outro advogado da defesa, Stephen Teague, expressou satisfação com o veredicto e destacou o impacto positivo da decisão na vida de Parker.
A professora Zwerner, que foi atingida por uma bala disparada pelo aluno, deixou no ar preocupações sobre a segurança nas escolas e a responsabilidade dos administradores em identificar e responder a potenciais ameaças. Zwerner passou quase duas semanas em recuperação hospitalar e enfrentou diversas cirurgias, sem recuperar totalmente o uso da mão esquerda.
O caso não apenas abalou a cidade de Newport News, mas também levantou questionamentos em nível nacional sobre a acessibilidade de armas para crianças e a segurança nas instituições de ensino. Em um desdobramento relacionado, a mãe do aluno foi condenada a quase quatro anos de prisão por negligência. A busca por responsabilidade e justiça continua a ser um tópico central entre os cidadãos e autoridades locais.
