JUDICIÁRIO NA BERLINDA – Márcio Roberto sinaliza possível saída do TJAL e adota postura mais reservada no tribunal – com Jornal Rede Repórter

O desembargador Márcio Roberto Albuquerque afirmou que pode deixar o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) nos próximos dias e que, até lá, adotará uma postura mais reservada no ambiente institucional. A declaração foi feita por meio de uma publicação nas redes sociais nesta quinta-feira (1º), na qual o magistrado compartilhou reflexões pessoais, críticas internas e considerações sobre sua permanência na Corte.

Segundo ele, a decisão de se aposentar já está amadurecida e depende apenas de uma conversa com familiares. O desembargador ressaltou que a eventual saída não está relacionada à perda de vocação ou de compromisso com a magistratura.

“Não é de hoje, agora com intensidade, que analiso a possibilidade de sair do Poder Judiciário, decisão que já tenho como certa, faltando apenas sentar e conversar com a Roberta e o Márcio Júnior, no decorrer do recesso”, escreveu.

Na publicação, Márcio Roberto também destacou o desempenho de seu gabinete ao longo de 2025, afirmando que foi o mais produtivo do tribunal no período, com volume de julgamentos cerca de 20% superior ao do segundo colocado. Ele aproveitou a manifestação para criticar as condições estruturais enfrentadas no exercício da função.

“O meu gabinete foi o mais produtivo e eficiente no transcorrer de 2025, não obstante as péssimas instalações físicas, de longe indignas de um desembargador”, afirmou.

Apesar das críticas, o magistrado ressaltou que mantém respeito institucional pelo Tribunal de Justiça de Alagoas e pela atual gestão. “Mantenho, e manterei sempre, o mais profundo respeito à instituição TJAL, ao meu presidente Fábio Bittencourt e aos demais integrantes da cúpula diretiva, bem como a meus dignos pares”, declarou.

Ele também informou que, enquanto não formaliza a aposentadoria, adotará uma postura de “urbanidade protocolar”, restringindo o diálogo ao estritamente necessário no ambiente institucional.

“Minha conduta doravante será pautada pela urbanidade protocolar, limitando o diálogo ao estritamente necessário, até que decida em definitivo pedir minha aposentação, o que espero seja nos próximos dias”, escreveu.

Ao concluir a mensagem, Márcio Roberto fez uma reflexão sobre a transitoriedade da função pública e o papel da magistratura. “A toga que vestimos não é manto de divindade, mas símbolo de uma responsabilidade terrena e passageira. Partirei, espero o mais breve possível, lamentavelmente, sem levar saudade”, finalizou.

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