Profissionais de saúde do Princess Alexandra Eye Pavilion, no Reino Unido, documentaram o caso em uma publicação científica. O relato tosse que as lesões oculares foram provocadas pelo uso impróprio de uma pistola de massagem percussiva. Os médicos, O’Connell e Khan, esclareceram que as rupturas observadas na retina não eram decorrentes de outros fatores de risco comuns, como alta miopia, cirurgias oculares anteriores ou predisposições genéticas.
Durante a consulta, o jovem mencionou que utilizava o aparelho com a intenção de aliviar a sensação de cansaço nos olhos, mas isso se traduziria em consequências graves. Ao buscar ajuda médica, relatou sintomas como fotopsia — uma condição que provoca a percepção de flashes de luz — e a presença de pontos escuros na visão. Ao examinar o histórico clínico do paciente, a equipe médica afastou a possibilidade de traumatismo craniano ou doenças oculares hereditárias.
Ao ser questionado, o jovem admitiu, de maneira relutante, que havia utilizado a pistola de massagem diretamente ao redor e sobre os olhos, o que imediatamente levantou a preocupação da equipe médica. A identificação precoce da origem das lesões permitiu que os médicos iniciassem um tratamento a laser, o que possibilitou a recuperação total da visão do paciente.
Os especialistas enfatizaram que a rápida busca por atendimento médico após o aparecimento dos sintomas foi crucial para evitar danos mais severos. Vale ressaltar que casos semelhantes, envolvendo o uso de massageadores elétricos próximos aos olhos, já resultaram em danos irreversíveis a outros pacientes, o que serve como um alerta sobre os perigos desse tipo de prática. Essa situação ilustra a importância de utilizar dispositivos de massagem de maneira responsável e informada, especialmente quando se trata de áreas sensíveis como os olhos.





