Jovem é presa por atear fogo e matar atendente em Belo Horizonte; crime foi motivado por ciúmes do namorado e chocou a comunidade local.

Belo Horizonte — Na tarde dessa segunda-feira, 20 de abril, a polícia prendeu uma jovem de 18 anos, identificada como Marcela Alcântara Santos, em Delfinópolis, no sul de Minas Gerais. A suspeita é acusada de ter ateado fogo em Íris Cândida, uma atendente de 24 anos, resultando na morte da jovem, que se deu após nove dias de internamento devido a cerca de 40% do seu corpo queimado.

Marcela foi localizada pela Polícia Militar em uma casa abandonada na zona rural, nas proximidades do distrito de Olhos d’Água. As investigações revelam que o crime teria sido motivado por ciúmes relacionados ao namorado da autora. Íris foi surpreendida enquanto trabalhava na mercearia da família no dia 11 de abril, quando o ataque ocorreu.

Segundo relatos, Íris estava realizando seu trabalho de maneira educada e profissional ao atender o namorado da suspeita. Essa interação, no entanto, não foi bem recebida por Marcela, que acreditava erroneamente que havia algo mais entre eles. Câmaras de segurança do estabelecimento flagraram o momento em que a jovem entrou, adquiriu um recipiente de álcool e, em seguida, lançou o líquido inflamável sobre Íris. Apesar de tentar escapar, a vítima foi alcançada e, em seguida, Marcela ateou fogo nela.

A chamada de socorro foi feita por moradores que ouviram os gritos da vítima e rapidamente ofereceram os primeiros atendimentos. Íris foi inicialmente levada a um hospital em Delfinópolis, mas devido à gravidade das queimaduras, foi transferida para uma unidade especializada na Santa Casa de São Sebastião do Paraíso, onde infelizmente não conseguiu resistir.

As reações ao crime brutal têm sido de profunda dor e revolta nas redes sociais, onde amigos e familiares expressaram sua indignação pela perda de uma pessoa tão querida. “Foi uma covardia o que fizeram com você. Uma crueldade com uma pessoa tão boa e amada por muitos”, lamentou um primo de Íris.

As equipes policiais estavam em busca de Marcela desde o dia do crime, realizando diligências em diversas cidades da região, incluindo Cássia e até mesmo em Franca, em São Paulo. A prisão da suspeita já foi formalizada, e ela deve enfrentar acusações de homicídio qualificado, refletindo a gravidade desta tragédia que abalou a comunidade de Delfinópolis.

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