Jovem é agredida por servidoras da Prefeitura de Belford Roxo durante confraternização em academia; prefeita anuncia exoneração das envolvidas.

Uma jovem residente em Belford Roxo, localizada na Baixada Fluminense, relatou ter sofrido agressões por parte de três funcionárias municipais durante um evento de confraternização em uma academia de crossfit. O episódio, que ocorreu no último sábado (20), teve início após uma polêmica em torno de um karaokê repleto de animação.

Antonia Viter, a vítima, afirmou que a situação se tornou tensa quando as três mulheres, funcionárias da Prefeitura de Belford Roxo, começaram a criticar sua performance musical. Enquanto cantava, ela ouviu comentários desqualificativos, como “Ah, muito ruim” e “inimiga do ritmo”. A jovem descreveu que, ao ficar sozinha após o marido se afastar, as agressoras se aproximaram com uma atitude hostil, levando a uma tentativa de tomar o microfone de suas mãos.

Conforme seu relato, uma das agressoras puxou seu cabelo, enquanto outra a segurava, resultando em uma breve, mas intensa, briga. “Não durou um minuto”, disse Antonia, ressaltando que, embora tenha perdido parte de seu cabelo e ficado com marcas no rosto, os danos poderiam ser temporários. Ela expressou confiança de que as consequências do ataque não ficariam impunes: “Meu cabelo vai crescer, o roxo do meu olho vai sair, mas quem fez vai pagar”.

Diante da gravidade da situação, a prefeita de Belford Roxo, Mariana Canella, anunciou no dia seguinte a exoneração das três funcionárias envolvidas. A medida foi formalizada na terça-feira (23), por meio de publicação oficial. Canella enfatizou que tal comportamento é inadmissível dentro de sua administração, destacando que não haverá espaço para atos de agressão nas esferas municipais.

A academia onde o incidente ocorreu também manifestou seu repúdio por meio de uma nota oficial, comprometendo-se com medidas necessárias em resposta à situação. Em um desdobramento curioso, uma das agressoras negou as acusações e, em um desabafo nas redes sociais, afirmou que a briga foi exclusivamente entre ela e Antonia, sem a participação das amigas. Além disso, alegou ter sido agredida pelo marido da vítima, embora Antonia tenha destacado que ele chegou ao local apenas após o clímax da confusão.

Antonia descreveu o evento como algo “muito banal” e “totalmente surreal”, afirmando que nunca imaginou sair de casa esperando enfrentar uma situação tão conflituosa. O episódio é um lembrete de como ambientes que deveriam ser de celebração podem, de repente, se transformar em cenários de violência, levantando questões sobre a necessidade de respeito e educação em qualquer interação social.

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