Antonia Viter, a vítima, afirmou que a situação se tornou tensa quando as três mulheres, funcionárias da Prefeitura de Belford Roxo, começaram a criticar sua performance musical. Enquanto cantava, ela ouviu comentários desqualificativos, como “Ah, muito ruim” e “inimiga do ritmo”. A jovem descreveu que, ao ficar sozinha após o marido se afastar, as agressoras se aproximaram com uma atitude hostil, levando a uma tentativa de tomar o microfone de suas mãos.
Conforme seu relato, uma das agressoras puxou seu cabelo, enquanto outra a segurava, resultando em uma breve, mas intensa, briga. “Não durou um minuto”, disse Antonia, ressaltando que, embora tenha perdido parte de seu cabelo e ficado com marcas no rosto, os danos poderiam ser temporários. Ela expressou confiança de que as consequências do ataque não ficariam impunes: “Meu cabelo vai crescer, o roxo do meu olho vai sair, mas quem fez vai pagar”.
Diante da gravidade da situação, a prefeita de Belford Roxo, Mariana Canella, anunciou no dia seguinte a exoneração das três funcionárias envolvidas. A medida foi formalizada na terça-feira (23), por meio de publicação oficial. Canella enfatizou que tal comportamento é inadmissível dentro de sua administração, destacando que não haverá espaço para atos de agressão nas esferas municipais.
A academia onde o incidente ocorreu também manifestou seu repúdio por meio de uma nota oficial, comprometendo-se com medidas necessárias em resposta à situação. Em um desdobramento curioso, uma das agressoras negou as acusações e, em um desabafo nas redes sociais, afirmou que a briga foi exclusivamente entre ela e Antonia, sem a participação das amigas. Além disso, alegou ter sido agredida pelo marido da vítima, embora Antonia tenha destacado que ele chegou ao local apenas após o clímax da confusão.
Antonia descreveu o evento como algo “muito banal” e “totalmente surreal”, afirmando que nunca imaginou sair de casa esperando enfrentar uma situação tão conflituosa. O episódio é um lembrete de como ambientes que deveriam ser de celebração podem, de repente, se transformar em cenários de violência, levantando questões sobre a necessidade de respeito e educação em qualquer interação social.





