A jovem enfrentou cinco anos até começar a perceber a alteração na pigmentação de sua pele. O tumor no tórax produz um hormônio chamado ACTH, que em excesso levou ao desenvolvimento da Síndrome de Cushing, que desencadeia diversas alterações no organismo, incluindo a mudança na cor da pele. Uma cirurgia para retirada das glândulas adrenais, em 2022, acelerou esse processo de escurecimento da pele de Sabrina.
A médica Ana Rosa, endocrinologista que acompanha o caso, ressaltou a raridade do tumor de Sabrina, que produz o hormônio de forma contínua. O tratamento da paciente envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo oncologistas e cirurgiões, com o objetivo de controlar os níveis hormonais e estabilizar a saúde de Sabrina.
Durante o processo de atendimento no Hospital Universitário, a prioridade foi controlar o excesso hormonal no organismo da jovem, que estava colocando sua vida em risco. A adrenalictomia, cirurgia para a retirada das glândulas adrenais, foi realizada após tentativas de controle por meio de medicação.
Sabrina já passou por diversas cirurgias para tratar as complicações causadas pelo tumor, que continua a crescer e apresenta desafios para sua saúde. A jovem segue em acompanhamento médico e enfrenta diariamente as consequências físicas e emocionais desse quadro raro que afeta sua vida de forma profunda.
