Jovem com tumor raro percebe mudança na cor da pele cinco anos após diagnóstico; cirurgias intensificam transformação pigmentar.

A história da jovem cearense Sabrina Gomes, de 24 anos, diagnosticada com a Síndrome de Cushing e um timoma, um tumor raro no tórax, tem chamado atenção pela dificuldade no diagnóstico e pelas consequências físicas que ela tem enfrentado ao longo dos últimos anos. O caso de Sabrina é marcado pela demora no reconhecimento das doenças que a afetam e pelas mudanças na coloração de sua pele, causadas pela excessiva produção de hormônios que desregularam seu organismo.

A jovem enfrentou cinco anos até começar a perceber a alteração na pigmentação de sua pele. O tumor no tórax produz um hormônio chamado ACTH, que em excesso levou ao desenvolvimento da Síndrome de Cushing, que desencadeia diversas alterações no organismo, incluindo a mudança na cor da pele. Uma cirurgia para retirada das glândulas adrenais, em 2022, acelerou esse processo de escurecimento da pele de Sabrina.

A médica Ana Rosa, endocrinologista que acompanha o caso, ressaltou a raridade do tumor de Sabrina, que produz o hormônio de forma contínua. O tratamento da paciente envolve uma equipe multidisciplinar, incluindo oncologistas e cirurgiões, com o objetivo de controlar os níveis hormonais e estabilizar a saúde de Sabrina.

Durante o processo de atendimento no Hospital Universitário, a prioridade foi controlar o excesso hormonal no organismo da jovem, que estava colocando sua vida em risco. A adrenalictomia, cirurgia para a retirada das glândulas adrenais, foi realizada após tentativas de controle por meio de medicação.

Sabrina já passou por diversas cirurgias para tratar as complicações causadas pelo tumor, que continua a crescer e apresenta desafios para sua saúde. A jovem segue em acompanhamento médico e enfrenta diariamente as consequências físicas e emocionais desse quadro raro que afeta sua vida de forma profunda.

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