No dia do atropelamento, Ryan pedalava sua bicicleta pela Avenida Comendador Leão quando foi atingido por um veículo que, segundo familiares, não prestou socorro e fugiu do local. O impacto foi brutal: ele foi arremessado contra um poste, sofrendo múltiplas lesões. Internado no Hospital Geral do Estado (HGE), Ryan, com muita luta, conseguiu se recuperar do acidente. No entanto, seu retorno às ruas e seus sonhos estavam prestes a ser interrompidos de maneira fatal.
No dia de sua morte, as circunstâncias foram igualmente assustadoras. Testemunhas relataram que dois homens se aproximaram da vítima em uma bicicleta e dispararam várias vezes. A polícia foi acionada e, ao chegar ao local, encontrou Ryan sem vida. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi solicitado, mas nada pôde ser feito para salvá-lo. O crime gerou comoção não apenas na família, que ficou devastada, mas também na comunidade local, que viu mais uma vida jovem perdida em um ciclo de violência que parece não ter fim.
Atualmente, a polícia está investigando o homicídio para identificar os autores do crime e entender suas motivações. O que faz dessa tragédia ainda mais impactante é a ironia cruel da vida de Ryan: um jovem que já enfrentou a morte em um acidente e que, mesmo após sobreviver a isso, foi subitamente levado por outra forma de violência. A expectativa é de que as autoridades consigam trazer respostas e justiça para essa família em luto, enquanto a sociedade se questiona sobre os índices alarmantes de violência que continuam a assolar a cidade.
