O linfoma é um tipo de câncer que se origina no sistema linfático, que desempenha um papel fundamental no sistema imunológico do corpo humano, uma vez que é responsável pela produção de linfócitos, as células que ajudam a combater infecções. Existem duas categorias principais de linfoma: o linfoma de Hodgkin e o linfoma não-Hodgkin. O primeiro leva o nome do patologista Thomas Hodgkin, que descreveu a doença pela primeira vez no século XIX.
No Brasil, o linfoma ainda é frequentemente diagnosticado em estágios avançados. Dados indicam que cerca de 58% dos casos são identificados em fases críticas, com esse índice alcançando 60% entre os homens. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que surgirão aproximadamente 15.630 novos casos de linfoma entre 2026 e 2028, com uma tendência de aumento considerável nos últimos 25 anos, especialmente entre indivíduos com mais de 60 anos.
O linfoma de Hodgkin caracteriza-se por um padrão de disseminação ordenado, localizando-se frequentemente em linfonodos agrupados, principalmente na região do pescoço e do mediastino, que é a área entre os pulmões. Os principais sinais de alerta incluem o aumento de linfonodos, especialmente nas áreas do pescoço e axilas. O diagnóstico geralmente é confirmado através de biópsia.
Para a maioria dos pacientes com linfoma de Hodgkin, o tratamento atual, que pode envolver quimioterapia e radioterapia, é eficaz, e as chances de cura são altas. Em casos de recidiva, o transplante de medula óssea pode ser uma alternativa.
Por sua vez, o linfoma não-Hodgkin, considerado mais agressivo, se espalha de maneira não ordenada e apresenta mais de 20 variantes diferentes. Os sintomas incluem aumento de linfonodos, sudorese noturna, febre e perda de peso inexplicada. Assim como no caso do linfoma de Hodgkin, a maioria dos casos é tratada com quimioterapia e, às vezes, com imunoterapia.
Eventuais relatos de recuperação de figuras conhecidas, como o apresentador Caio Ribeiro, que venceu um linfoma de Hodgkin, mostram que, apesar do desafio que o diagnóstico representa, as possibilidades de tratamento têm avançado significativamente, gerando esperança em muitos pacientes.
