Em uma postagem nas redes sociais, Messias não só agradeceu a Wagner, mas também ao senador Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), descrevendo-os como “amigos”. Ele se mostrou agradecido pelos senadores que o apoiaram durante o processo, ressaltando a importância da gratidão, um valor que, segundo ele, foi ensinado por Jesus Cristo.
A indicação de Messias ao STF foi negada na noite de quarta-feira, gerando reações entre os parlamentares. O AGU precisava de 41 votos, mas sua candidatura ficou aquém. Membros da base governista creditam essa derrota a uma articulação estratégica liderada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que supostamente teria trabalhado para barrar a nomeação.
Relatos de aliados de Messias indicam que ele foi tomado por uma onda de desconfiança em relação a Jaques Wagner, acreditando que o líder do governo pode ter colaborado com Alcolumbre para impedir sua confirmação. Essa dinâmica é vista como uma tentativa de evitar o fortalecimento do ministro André Mendonça no STF, uma figura já estabelecida que é próxima a Messias e que expressou sua tristeza pela rejeição do colega.
Além disso, o cenário político se complica com as investigações em curso no STF ligadas ao Banco Master, que envolvem personagens conectados a Jaques Wagner e Davi Alcolumbre, sugerindo uma teia de interesses que pode ter influenciado a votação. Alcolumbre, conhecido por sua resistência à nomeação de Messias, virou um foco de atenção, pois sua postura sugere um desejo de impor uma derrota ao governo, priorizando a indicação de seu antecessor, Rodrigo Pacheco, para a vaga deixada pela aposentadoria de Luís Roberto Barroso.
A situação espelha as complexidades das articulações políticas brasileiras e destaca como alianças podem mudar rapidamente, gerando um impacto significativo nas decisões fundamentais da Justiça do país.
