Em suas redes sociais, Messias se referiu aos senadores como “amigos” e destacou a importância da gratidão, mencionando: “Jesus Cristo nos ensinou o valor da gratidão. Agradeço profundamente aos meus amigos @jaqueswagner e @ottoalencar, e aos 32 senadores que me apoiaram incondicionalmente ao longo deste processo. Que Deus os abençoe grandemente e multiplique em bênçãos todo o carinho dedicado a mim.” Essa manifestação já indica a complexidade das relações políticas em jogo, à medida que o governo tenta entender as razões por trás da rejeição.
A derrota de Messias, que culminou em uma votação de 42 a 34, é atribuída a uma série de traições por parte de aliados, em especial de partidos como MDB, PP e PSD. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também é visto como um ator central nessa dinâmica, com rumores de sua insatisfação com a indicação, embora ele tenha negado qualquer ingerência contra Messias. Os descontentamentos se ampliaram com a percepção de que a articulação política realizada por figuras-chave não se mostrou eficaz.
Otto Alencar, presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, foi um defensor ativo de Messias durante a sabatina e exerce grande influência sobre sua bancada. Já Jaques Wagner enfrentou críticas não apenas por sua condução política, mas também por seu comportamento amistoso com membros da oposição, o que gerou desconforto entre os governistas. Sua interação cordial com Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a proximidade com Alcolumbre após a derrota acirrou as tensões.
Frente a essa situação, Messias comunicou ao presidente Lula sua reflexão sobre deixar o cargo no comando da AGU, o que poderia provocar novas mudanças na estrutura do governo. Nos dias seguintes à votação, ele também utilizou suas plataformas sociais para agradecer o apoio recebido por ministros do STF, como Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, destacando a importância de manter alianças em tempos tão conturbados na política nacional.
