Um dos temas mais esperados durante a coletiva foi a presença de Cristiano Ronaldo na equipe. Jorge Jesus, que já trabalhou com o craque no Al-Nassr, revelou que ainda não teve a chance de conversar com Ronaldo, mas deixou claro que o atacante nunca será um problema para a seleção. “O Cris é um símbolo de Portugal. Vou me reunir com ele e com todos os jogadores individualmente para discutirmos o que é melhor para a seleção e para cada um”, disse. A expectativa é que essa conversa ajude a alinhar os objetivos do craque com a nova visão do treinador para a equipe.
Ainda que a contratação de Jesus ocorra em um momento delicado, logo após a eliminação da seleção nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) acredita que o ex-treinador do Flamengo será a peça que faltava nesse novo ciclo. Jorge Jesus, de 71 anos, substituirá Roberto Martínez, que deixou o cargo após a campanha insatisfatória no Mundial. O novo vínculo é de quatro anos, abrindo portas para que Jesus comande a seleção em importantes competições, como a Eurocopa de 2028 e a Copa do Mundo de 2030, que será realizada em conjunto por Portugal, Espanha e Marrocos.
O desafio imediato de Jesus será implementar suas ideias táticas e técnicas antes do início da próxima edição da Liga das Nações, prevista para setembro. Apesar de seu salário de cerca de 4 milhões de euros por temporada ser significativamente menor que os 12 milhões que recebia no Al-Nassr, essa diferença financeira não foi um impedimento para o treinador, que sempre sonhou em liderar a seleção portuguesa e abriu mão de outras propostas para focar neste projeto. “Tenho orgulho em ser português e é para mim uma honra assumir o papel de selecionador nacional”, concluiu o novo treinador em suas redes sociais, demonstrando o compromisso e a paixão que traz para esta nova etapa de sua carreira.
