Joice Hasselmann Afirma que Jair Bolsonaro Cumprirá Pena de 27 Anos e Destaca Isolamento da Família nas Eleições de 2026

A ex-deputada federal Joice Hasselmann fez uma declaração impactante nas redes sociais, afirmando que Jair Bolsonaro agora enfrenta uma “pena definitiva de 27 anos e três meses” devido à sua liderança na tentativa de golpe que vem sendo investigada por autoridades judiciais. Sua fala surge em um momento delicado para a figura do ex-presidente, que, segundo a ex-parlamentar, encontra-se em uma situação de completo isolamento no cenário político nacional, especialmente no que diz respeito às futuras eleições de 2026. “Ninguém quer nenhum dos Bolsonaro na composição do ano que vem”, ressaltou Hasselmann, acentuando a resistência de diversos setores da política contra qualquer participação da família Bolsonaro em chapas eleitorais.

Essas declarações acontecem em consonância com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que anunciou o encerramento do processo contra os implicados no que ficou conhecido como Núcleo 1 da tentativa de golpe. O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo relatório do caso, determinou que os mandados de prisão para os réus fossem expedidos, solidificando assim as sentenças aplicadas. Após um período de análise, o prazo para a apresentação de novos recursos foi encerrado na última segunda-feira. Em uma sessão anterior, a Primeira Turma do STF, em decisão unânime, havia já rejeitado os primeiros embargos apresentados por Bolsonaro e outros seis co-réus.

As penas impostas variam de acordo com o envolvimento de cada réu. Jair Bolsonaro, no topo da lista, recebeu 27 anos e três meses; Walter Braga Netto e Almir Garnier, 26 e 24 anos, respectivamente; enquanto outros como Anderson Torres e Augusto Heleno foram condenados a penas que vão de 21 a 24 anos. O impacto dessas condenações não se limita ao jogo jurídico, mas também afeta drasticamente a configuração política para os próximos anos, pois indica uma reconfiguração do cenário eleitoral, com uma possível desarticulação do grupo bolsonarista no espectro conservador. Assim, a situação de Bolsonaro e seus aliados se torna cada vez mais precária, levantando questionamentos sobre o futuro político da extremidade conservadora no Brasil.

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