Essas declarações acontecem em consonância com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que anunciou o encerramento do processo contra os implicados no que ficou conhecido como Núcleo 1 da tentativa de golpe. O ministro Alexandre de Moraes, responsável pelo relatório do caso, determinou que os mandados de prisão para os réus fossem expedidos, solidificando assim as sentenças aplicadas. Após um período de análise, o prazo para a apresentação de novos recursos foi encerrado na última segunda-feira. Em uma sessão anterior, a Primeira Turma do STF, em decisão unânime, havia já rejeitado os primeiros embargos apresentados por Bolsonaro e outros seis co-réus.
As penas impostas variam de acordo com o envolvimento de cada réu. Jair Bolsonaro, no topo da lista, recebeu 27 anos e três meses; Walter Braga Netto e Almir Garnier, 26 e 24 anos, respectivamente; enquanto outros como Anderson Torres e Augusto Heleno foram condenados a penas que vão de 21 a 24 anos. O impacto dessas condenações não se limita ao jogo jurídico, mas também afeta drasticamente a configuração política para os próximos anos, pois indica uma reconfiguração do cenário eleitoral, com uma possível desarticulação do grupo bolsonarista no espectro conservador. Assim, a situação de Bolsonaro e seus aliados se torna cada vez mais precária, levantando questionamentos sobre o futuro político da extremidade conservadora no Brasil.









