A reunião, que estava agendada para a última segunda-feira (20), foi cancelada devido à falta de quórum, uma situação em que representantes da Eagle Bidco, uma das partes interessadas, não compareceram. O novo encontro ficou marcado para o dia 27, mas Textor já deixou claro seu descontentamento com a situação. Em suas palavras, a indefinição em torno do investimento impede que novos aportes financeiros cheguem ao clube, complicando ainda mais o quadro financeiro do Botafogo.
Em um desabafo, Textor enfatizou que sua intenção sempre foi contribuir de forma substancial para o crescimento do clube. Ele afirmou: “Prefiro ser arrastado para fora do prédio chutando e gritando antes de abandonar este clube.” No entanto, o empresário também reconheceu que, se não conseguir realizar investimentos de maneira legal e transparente, pode ser mais benéfico para a torcida que outro investidor entre na jogada.
Textor criticou a presença apenas de advogados da Eagle Bidco na reunião, apontando que a falta de representantes com poder de decisão prejudica o andamento das negociações. A expectativa é de que a assembleia, que não teve quórum na primeira tentativa, traga finalmente a oportunidade de discutir o aporte financeiro de US$ 25 milhões que ele propôs, o que equivale a cerca de R$ 127 milhões.
Esse valor seria direcionado como um aumento de capital, mas depende da aprovação dos acionistas, incluindo o clube associativo que detém 10% da SAF. Sem essa aprovação, Textor explicou que sua única alternativa seria investir através de dívida, algo que considera não ser saudável para a estrutura financeira do Botafogo.
A atual situação do clube é delicada, especialmente após a decisão da Câmara Nacional de Resolução de Disputas, que restringiu o registro de novos jogadores devido a dívidas não quitadas. A falta de recursos é um tema central na discussão entre os acionistas e a perspectiva de um investimento substancial se faz urgente.
Textor exigiu maior transparência nas negociações e um compromisso dos envolvidos em arrumar soluções para a situação financeira do clube. Ele concluiu: “Chega de advogados, atividades nas sombras. Venham à reunião, apresentem soluções e parem de postergar.” O futuro do Botafogo, assim como a presença de Textor à frente da SAF, continua incerto, e a promessa de um novo encontro pode ser a chave para reverter esse cenário desafiador.







