Johan Petrica: Traficante Venezolano Transita Livremente e Tem Filho Registrado no Brasil

Traficante Johan Petrica: uma conexão reveladora entre a Venezuela e o Brasil

O nome de Johan Petrica vem ganhando notoriedade como um dos “pais” da facção criminosa venezuelana Tren de Aragua. Este grupo tem se estabelecido como a principal organização criminosa do país e, até recentemente, Petrica foi dado como morto pelas autoridades locais. O que intrigou a comunidade de segurança pública é o aparente movimento irrestrito de Petrica pela fronteira com o Brasil. Durante anos, ele não apenas cruzou a linha de fronteira, mas também construiu uma vida em Roraima, onde registrou um filho de 7 anos.

O Tren de Aragua é visto como um dos pilares no tráfico de drogas na Venezuela e foi citado pelo ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um motivo para uma incursão militar naquele país, com o objetivo de capturar o presidente Nicolás Maduro. Em julho de 2024, o Departamento de Estado dos EUA chegou a oferecer uma recompensa de quatro milhões de dólares para qualquer informação que levasse à captura de Petrica, considerado um dos três líderes fundadores do Tren de Aragua.

A especialista em segurança, Roanna Rísquez, afirma que o atual líder do Tren, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, também conhecido como “Niño Guerrero”, chama Petrica de “papá”. Essa designação indica a relevância que Petrica ainda possui dentro da estrutura da facção, com muitos o considerando o verdadeiro chefe que ideou o modelo de governança criminosa que se espalhou desde Tocorón até áreas como San Vicente e Las Claritas, centros de poder do grupo.

Petrica desapareceu da cena pública em 2015 após uma operação policial em San Vicente. Investigações subsequentes indicam que ele migrou para o sudeste da Venezuela, particularmente para Las Claritas, região rica em ouro e que faz fronteira com o Brasil. Conhecido localmente como Viejo Darwing, ele retomou seu papel como líder sindical de mineradores enquanto dirigia as atividades ilegais do Tren de Aragua em relação ao garimpo.

Um episódio curioso envolve a tentativa de registro do filho de Petrica em Roraima. Autoridades brasileiras, ao analisar pedidos de registro de venezuelanos, identificaram o nome de Yohan José Romero, levando à suspeita de que se tratava de um criminoso. Ao confirmar a identidade, os brasileiros descobriram que se tratava de Petrica.

Assim como o Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, o Tren de Aragua começou em presídios, expandindo seus domínios ao liberar e transferir detentos. A crise migratória na Venezuela, juntamente com acolhida em países vizinhos, facilitou a extensão da facção pela América do Sul. No Brasil, estimativas apontam que o Tren de Aragua esteja ativo em pelo menos seis estados, incluindo São Paulo e Rio de Janeiro.

Além disso, a facção tem estabelecido alianças com o PCC para garantir um fluxo seguro de drogas nas rotas que abastecem o tráfico no Brasil e além. A parceria visa otimizar o comércio ilegal mais eficazmente.

Recentemente, as relações entre os EUA e a Venezuela se tornaram mais tensas sob a alegação de que Maduro lidera um “cartel de drogas”, o Cartel de Soles. Esse relatório foi fundamental para justificar uma abordagem mais agressiva em relação ao governo venezuelano, culminando em ações militares. Com a prisão de Maduro, a classificação de sua atuação mudou, mas a preocupação com a presença e atividade de facções como o Tren de Aragua permanece uma prioridade na segurança regional.

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