A sigla DC, atualmente liderada pelo ex-deputado federal João Caldas, enfrenta desafios que vão além da escolha de um candidato forte; a falta de representação no Congresso Nacional resulta na ausência de tempo de televisão e na limitação da participação em debates eleitorais, o que dificulta suas chances em um pleito tão competitivo.
Joaquim Barbosa, 71 anos, fez história ao se tornar o primeiro negro a integrar o STF, onde exerceu sua função de relator em casos emblemáticos, como o do mensalão, que culminou na condenação de figuras proeminentes da política brasileira, incluindo o ex-ministro José Dirceu. Desde sua saída do tribunal, o nome de Barbosa tem sido frequentemente mencionado em discussões sobre a sucessão presidencial. Em 2013, quando ainda era membro do STF, ele deixou em aberto a possibilidade de se candidatar, dizendo que poderia repensar a questão no futuro.
Em 2018, Barbosa se filiou ao PSB com a intenção de concorrer ao Planalto, mas ao longo do processo decidiu desistir. Em uma declaração via Twitter, explicou que sua disposição a se candidatar era uma decisão pessoal e que após reflexão, não seguiria em frente naquele caminho.
A atual pré-candidatura de Aldo Rebelo pelo DC não está se mostrando promissora. Com uma longa trajetória no PCdoB e uma recente aproximação com figuras do bolsonarismo, Rebelo lançou sua candidatura em janeiro, mas não conseguiu atrair apoio significativo nas pesquisas, não figurando entre os principais nomes mencionados por institutos de pesquisa.
Em suas comunicações, Rebelo ressalta sua trajetória e valores, destacando sua militância desde a década de 1970, em um tempo em que a agenda da esquerda era centrada em temas como nacionalismo e igualdade social. Sua história recente inclui passagens por diversos partidos, refletindo uma adaptação política que o leva a defender, inclusive, a anistia a Jair Bolsonaro e outros envolvidos em eventos conturbados da política recente. A proximidade com o ex-presidente e outros militares tem suscitado debates sobre a viabilidade de sua liderança no contexto eleitoral atual.
