Os denunciados são acusados de perpetrar ações atrozes que afetaram diretamente comunidades em diversas regiões do país, principalmente no sul e leste colombiano. Os crimes descritos incluem não apenas assassinatos indiscriminados, mas também ataques sistemáticos a civis, que são catalogados como crimes contra a humanidade. Essa movimentação vem de encontro ao clamor de 2.436 vítimas que, reconhecidas pelo tribunal, incluem uma diversidade de indivíduos: agricultores, educadores, líderes comunitários, religiosos e membros das forças de segurança.
Entre os nomes citados nas denúncias, destacam-se quatro ex-integrantes do último Secretariado das FARC, que ocupavam posições de liderança no grupo. Os acusados são Rodrigo Londoño, conhecido como Timochenko; Julián Gallo, também chamado de Carlos Antonio Lozada; Jaime Alberto Parra, conhecido como Mauricio Jaramillo ou El Médico; e Milton de Jesús Toncel, conhecido como Joaquín Gómez. Além deles, a lista inclui outros 23 comandantes que, em posições de comando e controle, eram responsáveis por diversas operações, incluindo ordens para ataques com explosivos e assassinatos de civis.
A JEP tem como objetivo oferecer uma Justiça que promova a verdade e a reconciliação, e as últimas denúncias evidenciam um dos passos importantes em direção à responsabilização dos crimes cometidos durante o conflito armado na Colômbia. A instância judicial, que surgiu como parte do processo de paz entre o governo colombiano e as FARC, busca não somente punir os culpados, mas também garantir que as vozes das vítimas sejam ouvidas e respeitadas, em um esforço para curar as feridas deixadas por anos de violência.
