Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é alvo de investigação da PF por suposto envolvimento em esquema de corrupção com o Banco Master.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, conhecido por sua atuação pelo Partido dos Trabalhadores na Bahia, recentemente se viu no centro de investigações que envolvem sua suposta participação em práticas ilícitas. Nove dias antes de uma operação da Polícia Federal que o teve como um dos alvos, Wagner teve uma conversa com Andrei Rodrigues, o diretor-geral da instituição. O encontro ocorreu em 9 de junho, em um evento no Palácio do Planalto, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estava presente, dando apoio a trabalhadores da segurança privada. Essa interação, embora registrada, não teve o conteúdo revelado, já que ambas as partes não comentaram publicamente sobre o assunto.

A operação que se seguiu, desencadeada em uma quinta-feira de junho, está investigando se Wagner teria atuado em favor dos interesses do Banco Master em contrapartida a “vantagens indevidas”. Os investigadores levantaram suspeitas em torno de três ações específicas do senador que teriam beneficiado o banco: a apresentação de uma emenda a uma Medida Provisória em 2022 relacionada ao aumento de margem de crédito para trabalhadores; a tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, que poderia impactar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC); e a supervisão da possível aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília.

A polícia também identificou supostas vantagens que teriam sido concedidas a Wagner, como o uso gratuito de aeronaves associadas a Augusto Lima — um nome que também surge nas investigações por sua ligação com o Banco Master — além de ingressos para eventos internacionais e a aquisição de um apartamento. Ademais, informações indicam que a nora do senador recebeu R$ 11 milhões do Banco Master, o que levanta questões sobre a relação dele com a instituição financeira.

Em um desdobramento maior, a operação resultou em 18 mandados de busca e apreensão, realizados em diversos estados, incluindo Bahia, São Paulo e Distrito Federal, sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal declarou que as apurações estão focadas em investigar uma potencial participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades no sistema financeiro, com possibilidades de caracterização de crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A situação continua a se desenvolver à medida que novas informações surgem, colocando Jaques Wagner sob uma intensa pressão política e judicial.

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