A operação que se seguiu, desencadeada em uma quinta-feira de junho, está investigando se Wagner teria atuado em favor dos interesses do Banco Master em contrapartida a “vantagens indevidas”. Os investigadores levantaram suspeitas em torno de três ações específicas do senador que teriam beneficiado o banco: a apresentação de uma emenda a uma Medida Provisória em 2022 relacionada ao aumento de margem de crédito para trabalhadores; a tentativa de aprovação da PEC nº 65/2023, que poderia impactar o Fundo Garantidor de Créditos (FGC); e a supervisão da possível aquisição do Banco Master pelo Banco de Brasília.
A polícia também identificou supostas vantagens que teriam sido concedidas a Wagner, como o uso gratuito de aeronaves associadas a Augusto Lima — um nome que também surge nas investigações por sua ligação com o Banco Master — além de ingressos para eventos internacionais e a aquisição de um apartamento. Ademais, informações indicam que a nora do senador recebeu R$ 11 milhões do Banco Master, o que levanta questões sobre a relação dele com a instituição financeira.
Em um desdobramento maior, a operação resultou em 18 mandados de busca e apreensão, realizados em diversos estados, incluindo Bahia, São Paulo e Distrito Federal, sob a supervisão do Supremo Tribunal Federal (STF). A Polícia Federal declarou que as apurações estão focadas em investigar uma potencial participação de agentes públicos em um esquema de irregularidades no sistema financeiro, com possibilidades de caracterização de crimes como corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A situação continua a se desenvolver à medida que novas informações surgem, colocando Jaques Wagner sob uma intensa pressão política e judicial.





